PGR vê lacunas e determina novas investigações sobre vice de Flávio Bolsonaro
A Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou novas diligências sobre a representação que cita o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão, tomada durante a campanha eleitoral de 2026, adia a manifestação do órgão porque Paulo Gonet considerou necessário reunir mais informações antes de avaliar o caso.
O procedimento chegou à PGR no fim de março, após passar pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Como Gaspar exerce mandato parlamentar e possui foro por prerrogativa de função, a PF remeteu o material à Corte, onde o processo tramita sob sigilo e tem o ministro Gilmar Mendes como relator.
A representação foi protocolada por parlamentares da oposição depois da divulgação de uma acusação de estupro de vulnerável contra Gaspar. O deputado nega a alegação, atribui o episódio a uma perseguição política e afirma que pretende responsabilizar os autores da denúncia.
Até agora, não existe inquérito aberto nem decisão sobre a procedência da acusação. Antes de analisar uma investigação, Gilmar Mendes pediu o posicionamento da PGR, mas Gonet devolveu os autos à Polícia Federal e solicitou providências complementares, cujo conteúdo não foi revelado devido ao sigilo processual.
A escolha de Gaspar para a disputa nacional, oficializada por Flávio Bolsonaro na terça-feira (5), colocou sua atuação política e o procedimento judicial em evidência. O parlamentar também relatou na Câmara a proposta que suspendeu a ação penal contra Alexandre Ramagem (PL-RJ), medida depois revertida pelo STF, e apoiou iniciativas ligadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Após cumprir as diligências, a Polícia Federal enviará o material novamente à Procuradoria-Geral da República. Com os novos dados, o órgão poderá pedir a abertura de inquérito, defender o arquivamento da representação ou solicitar outras medidas ao Supremo, ainda sem prazo definido para concluir essa etapa.
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