Preso, condenado a 36 anos e acusado de liderar facção, deputado Binho Galinha tem candidatura contestada na Bahia
Preso desde outubro de 2025 sob a acusação de liderar uma facção criminosa, o deputado estadual da Bahia, Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), teve sua candidatura contestada pelo Ministério Público (MP) Eleitoral. Provas reunidas em quatro ações penais apontam que o candidato ocupa posição de comando em uma organização criminosa. Ele está preso atualmente e já foi condenado a 36 anos de prisão por envolvimento em crimes relacionados ao uso irregular de armas de fogo.
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“Como é perceptível, a Operação Estado Anômico reforça o quadro fático delineado na Operação El Patrón, evidenciando a estabilidade, a permanência, a capacidade de reestruturação e a continuidade operacional da organização criminosa investigada – elementos que assumem especial relevância para a análise da incidência da tese firmada pelo Tribunal Superior Eleitoral acerca da vedação constitucional à interferência de organizações criminosas no processo eleitoral”, afirma o procurador regional eleitoral, Cláudio Gusmão.
Kléber está preso preventivamente em decorrência da Operação Estado Anômico, realizada em 2025 como desdobramento da Operação El Patrón. A prisão foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e confirmada pela Assembleia Legislativa da Bahia.
Em uma das ações penais decorrentes da Operação El Patrón, Kléber Cristian Escolano de Almeida foi condenado por crimes previstos nos artigos 12 e 16 do Estatuto do Desarmamento. A sentença considerou a posse ilegal de armas de fogo e munições, inclusive de uso restrito, armamentos com sinais identificadores adulterados ou suprimidos e o acesso de adolescente a arma de fogo.
As penas fixadas somam 36 anos e 9 meses de prisão: 10 anos e 6 meses de detenção e 26 anos e 3 meses de reclusão, esta última em regime inicial fechado.
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