PT pede cassação de Flávio Bolsonaro por campanha na Festa do Peão de Barretos
A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que representa a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou, neste domingo (30), com uma ação à Justiça Eleitoral em que pede a cassação do registro do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ) e de seu vice, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), e a declaração de inegibilidade dos dois por oito anos por abuso do poder econômico na Festa de Barretos, em Ribeirão Preto (SP), neste ano. Na avaliação da coligação, Flávio e seu grupo político se apropriou da edição da festa de 2026 para fins eleitorais.
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A festa ocorreu entre os dias 20 e 30 de agosto e se trata de uma feira comercial com shows musicais de destaque nacional. Neste ano, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, convocou Flávio Bolsonaro ao palco principal do evento, diante de 60 mil eleitores, e apresentou como ‘herdeiro’ político de Jair Bolsonaro. Houve pedido explícito de voto e Flávio se autodeclarou, em discurso, o “futuro Presidente do Brasil”.
O candidato do PL, antes de iniciar seu discurso, concede a palavra ao locutor do evento, Cuiabano, que, segundo aponta a ação, com transcrição da fala e imagens, “promove um verdadeiro show para apresentação do candidato Flávio Bolsonaro, utilizando-se de: (a) discurso inflamado com expressões típicas da linha de campanha de Flávio Bolsonaro; (b) jogo de luzes; (c) interação com a plateia; (d) reforço do nome do candidato, numa locução típica de campanha, ao repetir pausadamente “FLAAAAAAA-VIOOOOOO”.
“O abuso é patente, portanto, não só pelo tamanho do evento, como também pela utilização de estrutura custeada por pessoa jurídica, a caracterizar doação indireta de fonte vedada”, aponta a peça da coligação de Lula.
Sob o pretexto de uma homenagem a Jair Bolsonaro, o locutor organiza uma manifestação coletiva nominalmente direcionada ao próprio Flávio Bolsonaro, que foi apresentado ao público como “nosso candidato a Presidente da República”.
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