PT pede que PF investigue ligações de Flávio Bolsonaro com fraudes no INSS
Os deputados federais Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) protocolaram na terça-feira (25), uma notícia de fato junto à Polícia Federal para que sejam apurados possíveis vínculos entre o senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ) e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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Os congressistas, que atuaram na Comissão Parlamentar de Inquérito que apurou cobrança irregulares de beneficiários, pedem que a PF investigue a relação entre o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro com integrantes do núcleo investigado na Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025 para apurar o esquema bilionário de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas. O escândalo do INSS teve origem em 2017, ainda no governo de Michel Temer, e escalou na gestão de Jair Bolsonaro.
No documento, os deputados pedem o cruzamento de dados financeiros, bancários, fiscais e societários, já em poder da própria PF, para verificar se houve trânsito de recursos, direto ou indireto, entre pessoas do esquema e o parlamentar, seu escritório ou pessoas a ele ligadas. Eles destacam que boa parte dos elementos citados já foi produzida pela própria Polícia Federal ao longo da investigação e reproduzida em requerimentos apresentados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Careca do INSS
A primeira linha de apuração descrita no documento envolve Letícia Caetano dos Reis, que administra o escritório do senador, Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, desde a sua fundação em 2021. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado em relatório da própria PF como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, identificado como um dos principais operadores do esquema.
A ligação societária se daria pela empresa Camilo & Antunes Limited, sediada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, que teria comprado quatro imóveis em 2024, por cerca de R$ 11 milhões. Esses negócios estão sendo examinados como possível instrumento de ocultação patrimonial.
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