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Sobe para 128 mortos e 200 desaparecidos as vítimas de incêncio em complexo residencial de Hong Kong

Três pessoas, dois diretores e um consultor da empresa responsável pelas reformas no condomínio, foram presas sob suspeita de negligência

Um incêndio de grandes proporções que atinge desde a tarde desta quarta-feira (26) o complexo residencial Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, no norte de Hong Kong, já deixou 128 mortos e cerca de 200 pessoas desaparecidas, de acordo com o mais recente balanço das autoridades. O fogo, que começou há mais de 16 horas, ainda não foi controlado e mobiliza 800 bombeiros no combate às chamas.

Três pessoas, dois diretores e um consultor da empresa responsável pelas reformas no condomínio, foram presas sob suspeita de negligência. A polícia encontrou placas de poliestireno bloqueando janelas e suspeita que esses materiais, juntamente com os andaimes de bambu usados na obra, contribuíram para a rápida propagação do fogo.

O Wang Fuk Court é um grande complexo de habitação subsidiada pelo governo, ocupado desde 1983 e localizado em uma das áreas mais densamente povoadas do mundo. O incêndio forçou o fechamento de escolas até pelo menos quinta-feira e a suspensão de todos os eventos de campanha para as eleições locais previstas para 7 de dezembro.

Moradores relataram cenas de desespero. Harry Cheung, 66, que vive há mais de 40 anos no complexo, disse ter ouvido “um barulho muito alto por volta das 14h45” e voltado correndo para casa para tentar salvar seus pertences. “Eu nem sei como me sinto agora. Estou apenas pensando em onde vou dormir esta noite”, desabafou.

Problemas com andaimes de bambu

A presença de andaimes de bambu nas fachadas – uma prática ainda comum em Hong Kong, mas que o governo começou a eliminar progressivamente em março – dificultou o trabalho de resgate e contribuiu para a propagação das chamas. Testemunhas relataram ver estruturas de bambu desabando enquanto os bombeiros combatiam o incêndio.

Um idoso de 71 anos, identificado apenas como Wong, foi visto chorando desconsolado nas proximidades, afirmando que sua esposa estava presa em um dos edifícios em chamas. A tragédia expõe preocupações sobre segurança em construções em uma das regiões mais populosas do mundo, onde edifícios residenciais frequentemente atingem alturas elevadas e a densidade populacional é extrema.

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Aquiles Marchel Argolo

Jornalista, escritor, fã de cultura pop, antirracista e antifascista. Apaixonado por comunicação e tudo que a envolve. Sem música a vida seria impossível!

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