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Temendo ficar inelegível como o pai, Flávio Bolsonaro recua e nega ter duvidado de urnas

Com medo de ter o mesmo destino que seu pai, Jair Bolsonaro (PL-RJ), tornado inelegível por oito anos por espalhar mentiras sobre as urnas eletrônicas, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recuou, nesta quarta-feira (22), e negou ter colocado em dúvida, na véspera, em reunião com diplomatas, a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Após ser novamente desmentido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio divulgou nota alegando que “se limitou a relatar (…) fatos públicos”, e “não está questionando o sistema de votação brasileiro”.

Na terça-feira (21), no evento Debating Brazil, o senador repetiu mentira segundo a qual a empresa venezuelana Smartmatic, investigada pela CIA por suspeita de fraudes, teria fornecido urnas eletrônicas ao Brasil. “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse.

Nesta quarta, o TSE reforçou o desmentido, reafirmando comunicado de 2020 que usou para rebater fake news sobre a empresa venezuelana que circulavam na internet, pelo menos, desde 2017. “Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos”, diz o comunicado.

Diante do desmentido, a campanha de Flávio se apressou em divulgar nova nota em que nega ter colocado o sistema eleitoral brasileiro em dúvida. “Em sua fala, o pré-candidato se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: 1) o fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (uma notória reunião com embaixadores); 2) um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas”, diz o texto.

Em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro também disseminou, em reunião com embaixadores, informações falsas sobre as urnas eletrônicas. Em 2023, ele foi declarado inelegível até 2030. Flávio recuou para não correr o mesmo risco.

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