Skip to content Skip to footer

PT pede que PF apure responsabilidade de Nikolas sobre feridos por raio em marcha

Para deputado, irresponsabilidade ficou evidente com a falta de preocupação com a segurança dos manifestantes diante de uma tempestade com descargas elétricas
Lindbergh (PT-RJ): "Do começo ao fim, a 'marcha' do Nikolas foi marcada pela irresponsabilidade”. Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O líder da bancada do PT na Câmara Federal, deputado Lindbdergh Farias (RJ), anunciou no domingo (25), que vai pedir à Polícia Federal a abertura de uma investigação sobre a responsabilidade do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na exposição ao risco dos manifestantes da “marcha” bolsonarista que chegou ontem a Brasília (DF). Lindergh afirma que o parlamentar “brincou com a vida das pessoas” ao insistir em manter a manifestação mesmo diante de uma tempestade e da queda de um raio que levou pelo menos 30 participantes a serem internados em hospitais da região.

“Do começo ao fim, a ‘marcha’ do Nikolas foi marcada pela irresponsabilidade”, criticou o líder petista, lembrando que o bolsonarista saiu caminhando por rodovias sem comunicar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e outras autoridades. “Eles fechavam a via, não caminhavam só no acostamento”, apontou. Segundo Lindbergh, essa irresponsabilidade ficou ainda mais evidente com a falta de preocupação com a segurança dos manifestantes diante de uma tempestade com descargas elétricas.

Para-raios

“Mesmo com tempestade forte em Brasília, os organizadores não dispersaram o ato. Um mastro improvisado virou para-raios, e mais de 30 pessoas foram parar no hospital. E Nikolas fez um discurso confuso sem uma palavra de solidariedade às vítimas”, lembrou.

“A liberdade de expressão e manifestação política não autoriza colocar vidas em risco”, disse o deputado.

Helicópteros


Lindbergh destacou ainda o fato de que parlamentares bolsonaristas terem desembarcado de helicóptero para participarem do ato. “Teve helicóptero que pousou no acostamento da BR-040”, afirmou.

Para Lindbergh, tudo não passou de uma “cortina de fumaça”. “O objetivo dessa caminhada foi tirar o foco do Banco Master. O (Daniel) Vorcaro (dono do banco) tinha o telefone do Nikolas. Eles têm uma proximidade, que é a Igreja Lagoinha. Aquele Fabiano Zettel, que foi o maior doador do Bolsonaro e do Tarcísio, era pastor da Lagoinha”, explicou.

Bookmark

Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

Mais Matérias

12 jun 2026

Gleisi garante estar pronta para enfrentar o bolsonarismo no berço da “Lava Jato”

Ex-ministra e pré-candidata ao Senado, deputada promete questionar o que Moro e sua turma fizeram pelo Paraná e o País desde que entraram no jogo político

Condenação histórica: o que acontece agora com Eduardo Bolsonaro?

Decisão do STF abre disputa jurídica internacional; Ministério da Justiça precisará pedir extradição do ex-parlamentar aos EUA
17 jun 2026

Um dia após ser condenado por coação, Eduardo Bolsonaro grava vídeo em inglês pedindo socorro a Trump

Eduardo pede no vídeo que Trump retome as penalidades contra os magistrados responsáveis pelo processo
17 jun 2026

Relatórios revelam mais de R$ 13 milhões em movimentações suspeitas ligadas a Ciro Nogueira

Relatórios do Coaf apontam movimentações atípicas de R$ 13 milhões entre 2020 e 2025; suspeita é de ocultação patrimonial
17 jun 2026

Líder de grupo de “rope jump” que matou garota publicou vídeo simulando “desova de corpo”

Vídeo segue disponível no perfil de Egoroff, preso preventivamente por homicídio com dolo eventual
17 jun 2026

Rodrigo Vianna lança em Curitiba livro sobre a origem política de Gustavo Petro

Evento no Bek’s Bar terá debate sobre a virada à esquerda na Colômbia com as parlamentares Ana Júlia Ribeiro e Giorgia Prattes

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário