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PF descobre plano de Vorcaro para ameaçar jornalista Lauro Jardim

O jornalista Lauro Jardim, do O Globo. (Foto: Veja/Divulgação)

A descoberta de mensagens que indicam um plano para intimidar o jornalista Lauro Jardim foi determinante para a nova prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumprida nesta quarta-feira (4), durante mais uma etapa da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

De acordo com a investigação, conversas encontradas no celular de Vorcaro descrevem discussões sobre ações para vigiar o colunista de O Globo. As mensagens mencionam a intenção de acompanhar a rotina do jornalista, levantar informações pessoais e, em um segundo momento, criar uma situação que simulasse um assalto.

A suspeita é de que o episódio serviria como forma de intimidação, com possibilidade de agressão física.

Para os investigadores, o conteúdo revela a existência de uma articulação voltada a pressionar um profissional da imprensa que vinha publicando reportagens sensíveis envolvendo personagens ligados ao caso. A revelação dessas mensagens pesou na decisão do ministro do STF de autorizar a nova prisão do banqueiro.

O nome de Lauro Jardim foi mantido sob sigilo formal nos autos do processo, mas o jornalista foi informado sobre a existência das conversas. Após a divulgação do caso, o jornal O Globo publicou uma nota classificando o episódio como uma tentativa grave de intimidar a atividade jornalística e reforçando a importância da liberdade de imprensa.

A coluna de Jardim revelou, nos últimos meses, episódios que geraram grande repercussão no meio político e jurídico, incluindo informações relacionadas a integrantes do Judiciário e personagens próximos às investigações sobre o Banco Master.

Além do suposto plano de intimidação contra o jornalista, a Polícia Federal apura outros possíveis crimes ligados ao grupo investigado. Entre eles estão invasões de sistemas de órgãos públicos, como estruturas da própria PF e do Ministério Público Federal, além da falsificação de documentos oficiais.

As apurações também apontam a atuação de um grupo responsável por monitorar pessoas consideradas de interesse. Um núcleo citado na investigação, conhecido como “A Turma”, também aparece associado a ameaças contra outras pessoas.

Nesta fase da operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, com apoio do Banco Central. Dois servidores da autarquia foram afastados por suspeita de atuar em favor dos interesses do empresário investigado.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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