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Cozinheira processa Neymar e relata jornadas de até 16 horas em mansão no Rio

(Foto: Instagram/Reprodução)

Uma cozinheira entrou na Justiça do Trabalho com uma ação contra o jogador Neymar Jr., alegando ter enfrentado jornadas excessivas e condições de trabalho desgastantes enquanto prestava serviços em uma das propriedades do atleta em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro.

O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região e também inclui como ré uma empresa terceirizada responsável pela contratação da profissional.

Segundo os autos, a mulher atuou entre julho do ano passado e fevereiro deste ano na residência principal do jogador, conhecida como Casa Hotel Portobello, além de desempenhar tarefas em outro imóvel situado no mesmo complexo residencial, no Condomínio Portobello.

O contrato previa expediente de segunda a quinta-feira das 7h às 17h, e às sextas até as 16h. No entanto, a trabalhadora afirma que a rotina diária frequentemente ultrapassava o horário combinado.

De acordo com a ação, era comum que a cozinheira permanecesse no trabalho por mais de 14 horas seguidas, chegando em algumas ocasiões a encerrar as atividades perto da meia-noite. Entre as atribuições relatadas estavam o preparo de refeições para grandes grupos, que podiam chegar a cerca de 150 pessoas, incluindo convidados do jogador. As refeições iam do café da manhã ao jantar.

Além da carga horária extensa, a profissional afirma que também realizava atividades físicas pesadas. Entre elas, transportar peças de carne de aproximadamente dez quilos, organizar estoques de alimentos, abastecer geladeiras e carregar compras volumosas vindas do supermercado.

O esforço repetitivo e o tempo prolongado em pé, segundo a ação, teriam provocado problemas de saúde, incluindo dores na coluna e inflamação no quadril.

A cozinheira afirma ter buscado atendimento médico para diagnosticar as lesões e pede indenização que inclui pensão mensal. Embora o salário registrado fosse próximo de R$ 4 mil, ela sustenta que os rendimentos mensais chegavam a cerca de R$ 7,5 mil devido a horas extras e adicionais.

No processo, a trabalhadora cobra aproximadamente R$ 262 mil em verbas trabalhistas, indenizações, despesas médicas e compensações por danos morais. A assessoria do jogador foi procurada, mas não comentou o caso.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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