A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ele receba a visita de Darren Beattie, assessor do presidente dos EUA, Donald Trump, na prisão.
- Tiago Santineli tem visto americano revogado após piada com supremacista branco Charlie Kirk
- Estudo de 2022 contou 320 células nazistas em Santa Catarina
- Instagram censura perfil do educador antirracista Chavoso da USP em mais um ataque seletivo das Big Techs
Beattie atua no Departamento de Estado como responsável por assuntos ligados ao Brasil e estará em missão oficial no país na semana que vem. Ele é conhecido como ideólogo de extrema-direita que utiliza o cargo para promover teorias conspiratórias e agendas de nacionalismo branco.
Redator de discursos de Trump no primeiro mandato do estadunidense, Beattie foi demitido em 2016 após a imprensa revelar que ele participou de um evento frequentado por supremacistas brancos conhecidos.
Em suas redes sociais, ele já afirmou que “homens brancos competentes devem estar no comando se você quer que as coisas funcionem” e criticou o que chama de “codificação dos sentimentos de mulheres e minorias”.
Ele também gerou revolta ao sugerir, em tom de deboche, incentivos para a esterilização de minorias étnicas e “desajustados”.
As declarações foram publicadas no X (antigo twitter), entre o final de dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, como comentário a estatísticas de criminalidade urbana e ao que chamava de “disfuncionalidade social” em cidades americanas com grandes populações negras e latinas.
“Seres humanos de qualidade superior estão subsidiando a fertilidade de seres humanos de qualidade inferior. Realidade fundamental da vida social e política no Ocidente pós-guerra”, escreveu ele na ocasião.

