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Fogo no parquinho: vice acusa prefeito de SP de complô para encobrir denúncias de corrupção

Mello Araújo afirma que tudo foi motivado pelo fato dele ter cobrado investigações sobre contratos milionários suspeitos
Ricardo Nunes (MDB-SP): segundo vice, grupo do prefeito quer desmoralizá-lo. Fotos: JFDiorio/SECOM

O vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Mello Araújo (PL), acusa o prefeito Ricardo Nunes (MDB), de articular um complô contra ele para encobrir denúncias de corrupção e tirá-lo da disputa pelo Senado no estado.

Ex-comandante da ROTA, Mello Araújo afirma que tudo foi motivado pelo fato dele ter cobrado investigações sobre contratos milionários suspeitos de R$ 239 milhões firmados sem licitação, na gestão de Nunes, revelados após a demissão de Rodolfo Marinho da Silva do cargo de secretário-adjunto de Turismo e de Gustavo Pires de presidência da SPTuris (São Paulo Turismo).

Há indícios de favorecimento, conflito de interesses e improbidade administrativa em contratos milionários de eventos como o Carnaval, Fórmula 1, entre outros.

Na semana passada, o vice de Nunes registrou dois boletins de ocorrência na Polícia Civil, alegando que depois de ter seu celular roubado em um ato na Avenida Paulista, em 1º de março, teria sido alvo de uma tentativa de grampo. Além disso, ele também denunciou a suposta abertura de uma conta bancária falsa no Uruguai (HSBC) em seu nome para receber depósitos de uma empresa de ônibus, simulando lavagem de dinheiro e ligando-o a corrupção.

“A finalidade deles é me desmoralizar, porque o meu trabalho na prefeitura está incomodando algumas pessoas”, alegou Mello Araújo, que se descreve como um “braço” de Jair Bolsonaro na prefeitura paulistana, o que gera desconforto em Nunes.

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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