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TSE retoma julgamento e Castro pode ficar inelegível por oito anos

(Foto: GOV/RJ)

Menos de 24 horas após deixar o comando do governo do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) volta ao centro de uma disputa judicial que pode redefinir seu futuro político. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma nesta terça-feira o julgamento que analisa suspeitas de irregularidades na campanha de 2022 e que pode tornar o ex-governador inelegível por oito anos.

Até agora, o placar na Corte é desfavorável a Castro. Dois ministros já se posicionaram pela condenação, apontando indícios de uso indevido da máquina pública para favorecer sua candidatura. O processo envolve a suposta utilização de estruturas da Fundação Ceperj e da Uerj para contratação em massa de pessoal durante o período eleitoral, o que, segundo a acusação, teria servido para ampliar apoio político.

A análise foi interrompida após pedido de vista do ministro Nunes Marques, que agora apresenta seu voto. Nos bastidores, há expectativa de que ele reconheça irregularidades, mas sem atribuir responsabilidade direta ao ex-governador, o que poderia afastar a inelegibilidade e resultar apenas em sanções mais leves. Mesmo assim, integrantes do tribunal avaliam que a tendência geral ainda aponta para uma possível condenação.

A renúncia ao cargo, formalizada na véspera, não deve interferir no julgamento. O entendimento predominante no TSE é que deixar o posto não impede a aplicação de penalidades eleitorais. Esse tipo de movimento, inclusive, já foi enfrentado pela Corte em outros casos semelhantes.

Com a saída de Castro e a ausência de vice, a chefia do Executivo fluminense passa provisoriamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto. Caberá a ele conduzir o processo de escolha indireta de um novo governador para cumprir mandato até o fim do período atual.

O caso ganhou dimensão após o Ministério Público Eleitoral apontar movimentações de centenas de milhões de reais e a contratação de milhares de temporários sem processo seletivo formal. A defesa nega qualquer irregularidade e sustenta que não há provas de impacto direto dessas ações no resultado da eleição.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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