O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o Irã sinalizou interesse em interromper os combates, mas condicionou qualquer avanço à reabertura do estratégico estreito de Estreito de Hormuz.
A passagem, responsável por uma parcela significativa do fluxo global de petróleo, segue praticamente bloqueada desde o início da guerra, pressionando os preços internacionais de energia.
A declaração foi feita poucas horas antes de um pronunciamento previsto para a noite, em que Trump deve atualizar a população sobre o conflito, que já ultrapassa um mês. Até o momento, o governo iraniano não confirmou a suposta proposta de cessar-fogo e mantém o discurso de que não negocia com Washington.
Além da sinalização diplomática, Trump indicou que as tropas americanas podem deixar o território iraniano em breve, embora tenha admitido a possibilidade de novos ataques pontuais caso considere necessário. Ele também voltou a criticar a OTAN, alegando falta de apoio dos aliados e mencionando, inclusive, a hipótese de retirada dos Estados Unidos do bloco.
Enquanto isso, a guerra segue em escalada. Israel realizou novos bombardeios sobre Teerã, atingindo diferentes regiões da capital iraniana. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra cidades israelenses, deixando ao menos 14 feridos.
O conflito também se expandiu para outros países: um navio petroleiro foi atingido no Qatar, enquanto Kuwait e Bahrein registraram incidentes após ataques atribuídos a forças iranianas.
No Líbano, confrontos deixaram mortos após a entrada do Hezbollah no conflito. Paralelamente, potências internacionais discutem formas de reabrir o Estreito de Hormuz, diante do impacto econômico global. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, convocou uma reunião com dezenas de países para tratar da segurança da rota marítima.
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