A 34ª edição do Festival de Curitiba encerrou sua programação após duas semanas de intensa agenda cultural, consolidando impacto relevante na economia da capital paranaense. Realizado ao longo de 14 dias, o evento reuniu mais de 400 atrações distribuídas por teatros, cinemas, espaços públicos e ruas da cidade, atraindo um público estimado em 200 mil pessoas.
Segundo dados divulgados pela organização, em conjunto com entidades do setor, a movimentação econômica gerada pelo festival chegou a aproximadamente R$ 50 milhões. O resultado reflete o aumento da circulação de turistas e profissionais, impulsionando áreas como hospedagem, alimentação, transporte e serviços culturais.
Além do fluxo de visitantes, o evento também teve efeito direto na geração de trabalho. Foram criadas mais de 600 vagas formais, além de cerca de 2 mil oportunidades indiretas em diferentes segmentos. Uma parcela significativa dos profissionais envolvidos veio de fora do Paraná, reforçando o caráter nacional da programação.
No setor hoteleiro, o impacto foi imediato. Levantamento do sindicato da área aponta crescimento entre 10% e 15% na taxa de ocupação durante o período do festival, indicando o fortalecimento do turismo impulsionado por grandes eventos.
Entre os destaques artísticos, a Mostra Lúcia Camargo registrou alta procura, com grande parte dos espetáculos esgotados. A programação incluiu produções nacionais e internacionais, além de estreias e montagens vindas de diferentes países. Paralelamente, atividades formativas e encontros profissionais promoveram a troca de experiências e ampliaram conexões dentro do setor cultural.
O Fringe, espaço tradicional do festival, também apresentou expansão, reunindo quase 250 atrações em 2026. A programação ainda contou com iniciativas voltadas a diferentes públicos, como o MishMash, o Gastronomix e o Guritiba, ampliando o alcance cultural do evento e fortalecendo a formação de novas plateias na cidade.
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