O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito, na sexta-feira (17), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em uma sessão marcada por tensão política, ausência de parlamentares da oposição e questionamentos sobre o formato da votação. O pleito ocorreu na sede do Legislativo fluminense, após uma manhã de articulações entre aliados do governo para assegurar maioria no plenário.
Com 45 deputados presentes, Ruas recebeu 44 votos favoráveis, enquanto houve uma única abstenção. Ao mesmo tempo, 25 parlamentares de partidos como PSD, MDB, PSB, Cidadania e PSOL optaram por não participar da votação, em protesto contra a adoção do voto aberto. A ausência desse grupo contribuiu diretamente para o resultado amplo em favor do novo presidente.
A sessão foi conduzida em meio a tentativas de obstrução política lideradas por aliados do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que se posiciona como possível adversário de Ruas nas eleições estaduais de outubro. Após a confirmação do resultado, houve manifestações contrárias dentro e fora do plenário, incluindo vaias e palavras de ordem pedindo eleições diretas.
Logo após ser eleito, Ruas assumiu a presidência da sessão e deu continuidade aos trabalhos legislativos. Nos bastidores, a base governista já tratava o parlamentar como favorito, cenário que se confirmou com a votação.
Durante o processo, também houve registro de votos em diferentes funções da Mesa Diretora, conforme prevê o regimento interno da Casa. Paralelamente, deputados governistas saíram em defesa da legalidade do pleito e da autonomia do Legislativo estadual, criticando o boicote da oposição.
Apesar da vitória expressiva, o resultado deve ser alvo de contestação judicial. Parlamentares ausentes já indicaram que pretendem recorrer ao Supremo Tribunal Federal, argumentando que o voto aberto pode comprometer a independência dos deputados. A disputa pelo comando da Alerj, portanto, deve ter novos capítulos nos próximos dias.
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