O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã na quarta-feira (29), em meio ao impasse nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais, o republicano divulgou uma imagem produzida por inteligência artificial com apelo militar e reforçou a pressão sobre Teerã, cobrando rapidez em um possível acordo e criticando a condução iraniana das tratativas.
A escalada verbal ocorre no momento em que a Casa Branca analisa uma proposta iraniana que prevê a reabertura do Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Segundo informações divulgadas pela Reuters, Trump demonstrou insatisfação com o plano e orientou sua equipe a considerar medidas de pressão econômica mais duras, incluindo um bloqueio prolongado aos portos do país persa.
Divergências travam avanço nas negociações
O modelo sugerido pelo Irã propõe um processo em etapas: primeiro, o fim das hostilidades e garantias contra novos ataques; depois, a discussão sobre o bloqueio naval e o futuro de Hormuz; e, por fim, o tema nuclear. Já Washington defende que o programa atômico seja tratado desde o início, exigindo limitações severas ao enriquecimento de urânio.
De acordo com o The Wall Street Journal, Trump avalia que não há confiança suficiente na postura iraniana e aposta em sanções para forçar concessões. Internamente, o presidente também enfrenta pressão política, com queda na popularidade registrada em levantamento da Reuters/Ipsos.
Enquanto isso, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, presta depoimento ao Congresso sobre a condução da guerra, ao lado do chefe do Estado-Maior, Dan Caine. No campo diplomático, o secretário de Estado, Marco Rubio, sinalizou que houve avanço nas propostas, mas reforçou que Washington exige a normalização total do fluxo em Hormuz.
Do lado iraniano, autoridades rejeitam as condições impostas pelos EUA e afirmam que o país não aceitará interferências externas em suas decisões estratégicas.
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