Uma operação realizada pelo Gaeco na manhã da terça-feira (26) colocou o vereador Lórens Nogueira no centro de uma investigação que apura suspeitas de apropriação ilegal de recursos públicos e devolução irregular de salários de assessores. A ação ocorreu em Curitiba e contou com mandados de busca expedidos pela Justiça.
De acordo com o Ministério Público do Paraná, as investigações apontam indícios de que funcionários ligados ao gabinete do parlamentar teriam feito transferências de dinheiro consideradas incompatíveis com a remuneração recebida.
O procedimento faz parte de uma apuração sobre possível prática de “rachadinha”, esquema em que parte dos salários de servidores retorna para agentes políticos ou pessoas ligadas a eles.
Além do endereço relacionado ao vereador, outros locais também foram alvo de buscas. Ao todo, os investigadores cumpriram 13 mandados. O MP não informou quem são os demais investigados nem divulgou os endereços vistoriados durante a ofensiva.
Durante a operação, os agentes recolheram equipamentos eletrônicos, documentos e duas malas contendo altas quantias em dinheiro vivo. Todo o material passará por análise pericial para auxiliar no avanço das investigações. Os promotores também não detalharam em quais imóveis o dinheiro foi encontrado.
Batizada de “Déjà-vu”, a operação faz referência a casos semelhantes já investigados anteriormente pelo Ministério Público do Paraná envolvendo suspeitas de retenção ilegal de salários em gabinetes públicos.
A defesa de Lórens Nogueira afirmou que ainda desconhece os detalhes do inquérito e declarou que o parlamentar irá se posicionar após ter acesso integral ao conteúdo da investigação. Já a Câmara Municipal de Curitiba informou que colaborou com o cumprimento das ordens judiciais e segue à disposição das autoridades.
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