A jovem curitibana Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, recebeu autorização para iniciar os procedimentos necessários ao tratamento com polilaminina, substância experimental estudada para auxiliar na recuperação de lesões na medula espinhal.
A informação foi divulgada na segunda-feira (16) pela família da paciente, que informou que as etapas burocráticas e médicas para a obtenção do material já foram iniciadas. A aplicação deverá ocorrer no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, onde ela segue internada.
A busca pelo tratamento começou após Ana Beatriz sofrer uma grave lesão medular provocada por um acidente registrado no último sábado (14), durante a Feira de Inverno realizada na Praça Osório, na região central da capital paranaense. Na ocasião, um galho de grande porte se desprendeu de uma árvore e atingiu a jovem enquanto ela estava em uma área de alimentação do evento.
O impacto causou fraturas na região torácica da coluna, entre as vértebras T5 e T6, além de danos severos à medula espinhal. Desde então, a jovem perdeu os movimentos e a sensibilidade das pernas. Um sobrinho de Ana Beatriz, de apenas um ano e nove meses, também estava próximo no momento do acidente, mas escapou sem ferimentos graves graças à proteção oferecida pelo carrinho em que estava.
Natural de Curitiba, mas residente em São Paulo, a fonoaudióloga havia retornado à cidade para visitar familiares. Formada há pouco mais de um ano, ela trabalhava na capital paulista e mantinha uma rotina ligada ao esporte, participando frequentemente de corridas de rua.
Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a polilaminina é uma substância sintética que vem sendo estudada como alternativa para estimular a regeneração de tecidos nervosos. Apesar das expectativas em torno da terapia, especialistas alertam que o procedimento ainda está em fase experimental e que os resultados variam conforme a gravidade e as características de cada lesão.
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