O Parlamento da Hungria aprovou nesta semana uma ampla redução nos salários e benefícios de deputados e integrantes da cúpula do governo. A medida, apoiada por todos os parlamentares presentes na sessão realizada em Budapeste, faz parte do pacote de austeridade defendido pelo primeiro-ministro Péter Magyar, que assumiu recentemente o comando do país prometendo reformas administrativas e combate à corrupção.
Pelas novas regras, a remuneração básica dos deputados sofrerá um corte de 40% a partir do próximo mês. Além da redução salarial, a legislação prevê o fim do reembolso de despesas com telefonia móvel e diminui auxílios destinados à manutenção de escritórios, moradia e contratação de equipes de apoio. O ajuste também alcança cargos de liderança, incluindo o presidente do Parlamento, ministros e membros de comissões legislativas.
O governo argumenta que as mudanças são necessárias para diminuir gastos públicos e recuperar a capacidade financeira do Estado após anos de denúncias relacionadas ao uso indevido de recursos. A expectativa é que a economia gerada durante a atual legislatura seja equivalente a um ano inteiro dos custos operacionais do Parlamento.
A iniciativa marca uma ruptura com a política adotada durante os anos de governo de Viktor Orbán, antecessor de Magyar. O novo premiê sustenta que a estrutura salarial dos parlamentares havia se tornado excessivamente onerosa e distante da realidade econômica enfrentada pela população.
Magyar chegou ao poder após romper com o grupo político que governou a Hungria nas últimas décadas. Sua ascensão ocorreu em meio a denúncias envolvendo supostos esquemas de corrupção e à crescente insatisfação popular com problemas como inflação elevada, dificuldades no sistema de saúde e perda do poder de compra dos trabalhadores.
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