Em 3 de junho, Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu que o Pix brasileiro poderia entrar em uma “mesa de negociação” comercial com os Estados Unidos. A declaração ocorreu após relatórios do governo Trump criticarem o Pix por supostamente gerar uma concorrência desleal com empresas de cartões.
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Na ocasião, o ex-deputado afirmou que os EUA possuíam ferramentas similares e citou o Zelle – um sistema de pagamentos americano privado – como o “Pix dos Estados Unidos”, argumentando que isso serviria de argumento para o Brasil sentar e negociar interesses mútuos com o governo de Trump. A fala gerou repercussão negativa imediata e duras críticas de opositores, que o acusaram de tentar “entregar” ou fragilizar o sistema de pagamentos nacional.
Um mês e meio depois, Eduardo Bolsonaro foi “agraciado” por Trump com o “green card” – o visto de residência permanente que assegura a ele o direito de morar, trabalhar e estudar no país por tempo indeterminado. De quebra, também garante a Eduardo impunidade e proteção contra a Justiça brasileira, que o condenou por coação no curso do processo por tentar interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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