O economista e prêmio Nobel Paul Krugman criticou duramente a decisão do governo Trump de impor tarifas de 25% ao Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio, argumentando que a medida tenta, na verdade, punir o sucesso do Pix e proteger os interesses de empresas americanas de meios de pagamento, como Visa e Mastercard. De acordo com Krugman, o governo Lula está certo em defender o sistema e as ameaças de Trump não surtirão efeito.
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Rejeitando a tese de que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro represente uma vantagem indevida, ele questionou a atitude de Trump. “Por que seria desleal um país oferecer aos próprios cidadãos uma forma melhor de fazer pagamentos?”. Krugman complementou apontando que o Brasil age de acordo com a lógica do livre mercado. “Desde quando é uma prática desleal uma empresa perder mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?”, disse.
Para Krugman, a reação de Washington ao Pix assemelha-se à postura do governo Trump com as energias renováveis, onde setores tradicionais, como criptomoedas e combustíveis fósseis, rejeitam inovações que ameacem seus lucros. Ele também criticou a resistência republicana à criação de uma moeda digital pelo Federal Reserve (Fed), afirmando que o verdadeiro temor contra um dólar digital é o lobby dos criptoativos, pois “a verdadeira preocupação é que funcionaria bem demais”. Krugman concluiu que as sanções dificilmente funcionarão e alertou que, além do risco de inflacionar produtos nos EUA, a medida tende a fortalecer politicamente o presidente Lula.
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