Acusado de assédio sexual, o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, apresentou em sua defesa um laudo médico afirmando ter “disfunção erétil”, para tentar negar ter cometido os crimes. Os advogados sustentam ainda a existência de contradições nos depoimentos das testemunhas e contestam os relatos contra ele.
- STJ corta “penduricalhos” de ministro investigado por assédio sexual
- Afastado por suspeita de assédio sexual, ministro continua com ganhos de R$ 100 mil
- STF abre inquérito contra ministro do STJ acusado de assédio e importunação sexual
O Ministério Público Federal (MPF) rebateu, apontando que eventual problema de impotência do magistrado não inviabiliza a prática de assédio ou importunação sexual.
O primeiro episódio a vir à tona ocorreu no início de 2026 e envolve uma jovem de 18 anos, filha de uma advogada de São Paulo: A família da jovem estava hospedada na casa do ministro em Balneário Camboriú (SC). Segundo o boletim de ocorrência, após perguntas desconfortáveis sobre a vida pessoal da jovem, o ministro teria investido contra ela durante um banho de mar.
A jovem afirma que ele a puxou repetidamente, pressionou o corpo contra o dela e tocou em suas nádegas sem permissão. Ao conseguir se afastar, ele teria feito declarações que soaram como ameaça velada.
Após a repercussão da primeira denúncia, surgiu uma segunda acusação contra o ministro. Uma ex-funcionária terceirizada que atuava em seu gabinete no STJ contou ter sido vítima de assédio sexual e importunação de forma recorrente enquanto trabalhava na equipe do magistrado.
Bookmark
