Atendimentos por vício em bets no SUS aumentam 140%
Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas – as populares “bets” – cresceram cerca de 140% na rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo dados oficiais do Ministério da Saúde. Segundo o ministro, a proibição precisa ser acompanhada da continuidade do cuidado, porque os danos à saúde e às relações familiares permanecem mesmo após a interrupção das apostas.
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Os números também mostram que o transtorno do jogo está associado a alterações no sono e no humor, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) citadas no anúncio, a mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo. A dificuldade financeira aparece como o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.
A vulnerabilidade econômica também amplia a exposição ao adoecimento. Conforme os dados divulgados, o risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis. Entre jogadores online, o aumento do risco é de 150%.
O impacto alcança toda a sociedade. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), apresentado por Padilha, estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos. Desse total, R$ 30,6 bilhões, quase 80%, estão ligados à saúde, incluindo mortes por suicídio, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.
Mulheres e crianças
Embora os homens sejam maioria entre os apostadores, as mulheres representam mais de 60% das pessoas que buscaram o teleatendimento oferecido pelo Ministério da Saúd. O serviço acolhe tanto quem enfrenta a compulsão quanto familiares.
A vergonha é outra barreira para o cuidado. Pesquisa citada pelo governo aponta que 65% das mulheres que apostam ou já apostaram não procuraram ajuda por esse motivo. Entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.
Uma pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já haviam apostado online. O contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do terceiro ano do ensino médio, a proporção chega a 49,7%.
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