Bets podem voltar? Clubes articulam acordo com o governo
Clubes de futebol e empresas de apostas buscam um entendimento com o governo federal para retomar as apostas esportivas e preservar patrocínios, diante da proibição estabelecida por medida provisória. A negociação ocorre enquanto o Supremo Tribunal Federal analisa o questionamento apresentado pelo setor, com audiência pública marcada para 3 de novembro e participação de representantes das partes envolvidas no processo.
Responsável pela ação, o ministro Luiz Fux convocou o encontro para discutir a medida com empresas, dirigentes esportivos e integrantes do Executivo após a eleição. A Advocacia Geral da União defendeu a manutenção da proibição, enquanto os clubes tentam abrir espaço para uma solução negociada antes da audiência, embora ainda não exista entendimento firmado entre os interessados na discussão judicial.
Uma das alternativas em discussão prevê liberar novamente as apostas ligadas a competições esportivas, mantendo a restrição aos jogos de cassino oferecidos pelas plataformas digitais. Nesse formato, os contratos de patrocínio já assinados seriam preservados até o vencimento, proposta que busca proteger receitas e reduzir a insegurança sobre compromissos comerciais assumidos anteriormente pelas equipes com as empresas do setor afetado.
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O peso desses acordos ajuda a explicar a mobilização dos dirigentes, já que os patrocínios representam entre 15% e 25% das receitas do futebol. Intermediários procuram integrantes do governo contrários à proibição, na expectativa de que a possibilidade de recuperar arrecadação favoreça uma revisão parcial das restrições.
Entre os argumentos apresentados está o de que a retomada permitiria ao Executivo financiar compromissos eleitorais com os tributos recolhidos das apostas esportivas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém, justificou a proibição pela necessidade de enfrentar o vício e o endividamento da população.
As tratativas permanecem em estágio inicial e podem continuar depois da audiência, sem garantia de resultado favorável aos clubes e às empresas. Outra frente será o Congresso, onde a medida precisa ser votada em até 120 dias e o governo não possui maioria.
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