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Do filme do pai a emendas: as investigações que rondam Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL) disputa o segundo turno da eleição presidencial enquanto é investigado pela Polícia Federal, além de um inquérito no Supremo Tribunal Federal, sobre o financiamento de um filme dedicado ao pai, Jair Bolsonaro. A apuração envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, enquanto o vice da chapa, Alfredo Gaspar (PL-AL), enfrenta uma acusação de estupro de vulnerável ainda sem inquérito formal autorizado.

Financiamento sob investigação

Aberto em julho pelo ministro André Mendonça, após solicitação da PF e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, o procedimento examina negociações para financiar “Dark Horse”. Documentos divulgados em setembro apontam a participação de Flávio na busca por US$ 24 milhões junto a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os registros descrevem o senador acompanhando pagamentos, cobrando transferências e organizando encontros relacionados à produção cinematográfica, com pelo menos US$ 10,6 milhões enviados a uma estrutura nos Estados Unidos. Flávio reconheceu ter procurado o banqueiro, mas sustenta que buscava patrocínio privado e nega comissão ou contrapartidas.

Situação do candidato a vice

No caso de Gaspar, a Polícia Federal realizou verificações preliminares e solicitou ao Supremo autorização para investigar formalmente a suspeita de estupro de vulnerável. Conforme a atualização pública mais recente mencionada no material, Gilmar Mendes aguardava a conclusão dessas diligências e uma manifestação da PGR para decidir.

Gaspar rejeita a acusação, atribui o episódio a perseguição política e forneceu material genético para exame de DNA, enquanto o homem que apresentou o relato a parlamentares deu versões contraditórias. O pedido da PF, portanto, permanece em etapa distinta do inquérito já aberto contra Flávio.

Emendas e relações empresariais

Reportagens também identificaram emendas indicadas por Flávio que chegaram a entidades e empresas questionadas por órgãos de fiscalização, além de vínculos empresariais de seu entorno com investigados por fraudes no INSS. O senador nega participação no esquema previdenciário e afirma que seu gabinete não escolhe os fornecedores contratados pelos beneficiários das emendas.

Mensagens apreendidas pela PF mostram uma assessora tratando da liberação de recursos com um condenado no caso Marielle Franco. Cerca de R$ 199 mil foram pagos ao instituto mencionado nas conversas, ligado aos irmãos Brazão.

Rachadinha

A trajetória do senador inclui também a antiga denúncia de recolhimento de salários de assessores na Assembleia Legislativa fluminense. Essa acusação foi rejeitada em 2022 após a anulação de provas, sem julgamento do mérito, e Flávio sempre negou os crimes.

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