Skip to content Skip to footer

Crise global da água atinge mais mulheres do que homens, mostra relatório da ONU

As desigualdades de gênero seguem como um dos principais entraves para a segurança hídrica no mundo. É o que aponta o mais recente Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado pela Unesco em nome da ONU-Água. O estudo evidencia um cenário persistente: mulheres e meninas continuam assumindo a maior parte das responsabilidades relacionadas ao acesso à água, mas permanecem à margem das decisões e da gestão do setor.

Em áreas rurais sem abastecimento adequado, elas são responsáveis pela coleta de água em mais de dois terços dos domicílios. Essa tarefa, repetida diariamente, consome tempo e energia que poderiam ser direcionados à educação, ao trabalho ou ao descanso. No total, mulheres e meninas dedicam cerca de 250 milhões de horas por dia a essa atividade em todo o mundo.

O impacto vai além do esforço físico. A falta de infraestrutura segura expõe esse grupo a riscos à saúde, à violência e a prejuízos no desenvolvimento social. Entre adolescentes, a ausência de condições adequadas para higiene menstrual tem consequências diretas na frequência escolar e na participação em atividades cotidianas. Milhões de jovens deixam de estudar ou trabalhar por não terem acesso a instalações sanitárias dignas.

O relatório também chama atenção para a desigualdade no acesso à terra, fator que influencia diretamente o uso e a disponibilidade de água, especialmente em atividades agrícolas. Em muitos países, homens concentram a maior parte das propriedades, o que limita a autonomia econômica das mulheres e sua capacidade de gerir recursos hídricos.

Apesar de desempenharem papel central na preservação de ecossistemas e na organização comunitária, as mulheres ainda ocupam poucos espaços de liderança no setor. O documento defende a ampliação da participação feminina nas decisões, a revisão de leis discriminatórias e o investimento em dados que revelem as disparidades.

Para especialistas ligados à ONU, a inclusão efetiva das mulheres na governança da água é decisiva para enfrentar a crise hídrica global.

Bookmark

Continue lendo

Nunes Marques deixa julgamento após filho aparecer em mensagens de Vorcaro

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido de participar da sessão extraordinária desta terça-feira (15), convocada para avaliar se existem elementos...

Deixe seu comentário

Usamos cookies para melhorar sua experiência e analisar o tráfego. Veja a Política de Privacidade.