Skip to content Skip to footer

Deputada Ana Júlia Ribeiro cobra providências após vídeo de canto de ódio em colégio cívico-militar de Curitiba

Foto: Divulgação.

A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT-PR) repudiou com veemência o episódio revelado pela APP-Sindicato que mostra estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar João Turin, em Curitiba, sendo obrigados a cantar uma música que faz apologia ao ódio, à violência e ao extermínio de comunidades periféricas.

No vídeo, que viralizou nas redes neste final de semana, adolescentes aparecem marchando sob o comando de um militar aposentado enquanto entoam trechos como “Homem de preto, qual é sua missão? Entrar na favela e deixar corpo no chão.” Para a parlamentar, trata-se de um fato gravíssimo que viola frontalmente direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e expõe a natureza de práticas recorrentes dentro do modelo cívico-militar adotado pelo governo estadual.

“É inaceitável que adolescentes sejam submetidos a esse tipo de violência simbólica e psicológica dentro da escola, um espaço que deveria acolher e educar, nunca treinar para o ódio”, afirmou a deputada.

Diante da gravidade do caso, Ana Júlia protocolou nesta segunda-feira, dia 1° de dezembro, requerimentos ao Ministério Público do Paraná e à Defensoria Pública do Estado, solicitando a apuração imediata dos fatos, a identificação dos responsáveis e a adoção de medidas de proteção às crianças e adolescentes envolvidos.

Nos expedientes, a deputada também pede a averiguação de eventuais responsabilidades civis e criminais e, se necessário, o afastamento cautelar dos envolvidos. Segundo a parlamentar, “é obrigação do Estado proteger suas crianças, não violá-las. Por isso estamos acionando todas as instâncias competentes e exigindo respostas imediatas.”

A deputada destacou que este não é um episódio isolado e que o programa de escolas cívico-militares acumula denúncias desde sua implementação no Paraná, envolvendo práticas de doutrinação extremista, coerção, desrespeito a direitos fundamentais e naturalização da violência. São elementos que, segundo ela, ferem o caráter democrático, plural e formativo que deve orientar a educação pública.

“O que vemos nesse modelo é um projeto que substitui pedagogia por autoritarismo, por meio de militares aposentados sem formação pedagógica. Isso é incompatível com qualquer concepção moderna e democrática de educação”, declarou.

Ana Júlia lembrou ainda que já esteve em Brasília em reuniões com ministros do Supremo Tribunal Federal e com a Procuradoria-Geral da República para tratar da Ação Direta de Inconstitucionalidade que questiona a legalidade do programa, por não haver qualquer respaldo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

“Já levamos esse debate ao STF e à PGR e seguiremos pressionando para que esse modelo, que é ilegal e inconstitucional, seja definitivamente encerrado no Paraná.”

Ao reafirmar seu compromisso com uma educação pública libertadora, democrática, plural e segura, a deputada defendeu que o modelo cívico-militar é ilegal, inconstitucional e socialmente destrutivo.

“Estaremos ao lado da comunidade escolar até o fim, defendendo dignidade, respeito e o direito de aprender em um ambiente saudável. O que aconteceu nesse colégio não pode se repetir e não ficará impune”, concluiu.

Bookmark

Redação BFC

Mais Matérias

12 jun 2026

Gleisi garante estar pronta para enfrentar o bolsonarismo no berço da “Lava Jato”

Ex-ministra e pré-candidata ao Senado, deputada promete questionar o que Moro e sua turma fizeram pelo Paraná e o País desde que entraram no jogo político
16 jun 2026

Ex-ministro de Bolsonaro recebeu R$ 11 milhões do Master

Do total recebido, R$ 773,3 mil foram pagos diretamente a Bento como pessoa física

Pré-candidato de Flávio Bolsonaro ao Senado, deputado do PL pressionou BC a favorecer Banco Master

Filipe Barros lançou uma série de iniciativas, que incluíram a convocação do presidente do BC, Daniel Galípolo
16 jun 2026

Anac vê irregularidade em benefício concedido a helicóptero que caiu no Rio

Documentos revelam que dono de aeronave que caiu no Rio trocava horas de voo por pousos em estrutura pública; prática é proibida para táxi aéreo privado
16 jun 2026

Após jogo na Copa do Mundo, jogadores do Irã são retidos em aeroporto dos EUA

Após novo incidente com Taremi no embarque em Los Angeles, federação corre contra o tempo para regularizar atletas antes do jogo contra a Bélgica
16 jun 2026

Enquanto Romário passeia na Copa, Alcolumbre marca sessões remotas e mantém fim da 6X1 na “gaveta”

Senadores não precisarão ir até Brasília para participarem das votações

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário