Coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, o senador Rogério Marinho (PL-RN), recorreu, na segunda-feira (08), à Advogacia-Geral da União para tentar censurar a campanha pelo fim da escala de trabalho 6 X 1.
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Relator da reforma trabalhista no governo Temer, Marinho acusa o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, Guilherme Boulos, e outras lideranças de esquerda, de espalharem “fake news” sobre a PEC apresentada por ele com o apoio de 40 senadores bolsonaristas, que propõe a adoção de uma escala “7 X 0”, com sete dias de trabalho sem folga e pagamento por hora trabalhada.
Na prática, a proposta de Marinho – assinada por Flávio Bolsonaro – acaba com os direitos trabalhistas, em nome de uma suposta “negociação direta” entre empregado e patrão, e abre as portas para uma jornada de trabalho de até 12 horas diárias. A proposta foi apresentada após a aprovação pela Câmara, da PEC que acaba com a escala 6 X 1 e prevê redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem diminuição de salários. O objetivo dos bolsonaristas é atrapalhar e impedir o fim da 6 X 1.
Marinho e os senadores de oposição estão preocupados com a repercussão negativa, nas redes sociais, da proposta apresentada por eles, e por isso, pedem que a AGU recorra à Justiça para censurar a campanha pelo fim da 6 X 1. “Em síntese, referidos parlamentares de esquerda inundaram suas redes sociais usando fake news para afirmar que a PEC 16/2026 criaria uma suposta ‘escala 7×0’, acabaria com a CLT, extinguiria o salário-mínimo e retiraria direitos dos trabalhadores”, alegam eles no documento encaminhado ao órgão.
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