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Fictor é alvo da PF em operação que cruza Comando Vermelho e Banco Master

(Foto: Fictor/Divulgação)

A Polícia Federal colocou em campo, na quarta-feira (25), uma operação de grande porte para desmontar um esquema de lavagem de dinheiro associado a uma organização criminosa com ligação ao Comando Vermelho. A ofensiva atinge diretamente executivos e ex-integrantes da Fictor, empresa que havia anunciado, no fim do ano passado, a intenção de adquirir o Banco Master.

Entre os principais alvos estão o atual CEO da companhia, Rafael Gois, e o ex-sócio Luiz Phillippe Rubini, que esteve à frente do braço de investimentos do grupo. Mandados de busca foram cumpridos contra ambos por determinação da Justiça Federal em São Paulo. No caso de Gois, a empresa informou que houve apreensão de seu celular e que a defesa aguarda acesso ao inquérito para se manifestar.

A investigação aponta que o esquema pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões, com fraudes envolvendo a Caixa Econômica Federal. Além de lavagem de dinheiro, os crimes sob apuração incluem estelionato e irregularidades no sistema financeiro.

A ação mobiliza dezenas de agentes em três estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, para cumprir 43 mandados de busca e apreensão e 21 ordens de prisão preventiva. O principal alvo é um empresário conhecido como “Ralado”, apontado como operador central de empresas suspeitas de serem usadas para ocultar recursos ilícitos. Ele é considerado foragido.

Segundo os investigadores, a organização utilizava uma rede de empresas de fachada e contava com apoio de funcionários infiltrados em instituições financeiras para manipular dados e viabilizar transferências ilegais. Parte do dinheiro teria sido convertida em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.

Durante as diligências, foram apreendidos dinheiro em espécie, armamento, dispositivos eletrônicos e itens de alto valor. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos, até o limite de R$ 47 milhões, como forma de atingir o patrimônio do grupo. Os investigados podem responder por uma série de crimes, com penas que, somadas, podem ultrapassar cinco décadas de prisão.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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