Filha de Luiz Fux entra no radar de Flávio para vaga no STF
A desembargadora Marianna Fux, filha do ministro Luiz Fux, aparece entre os nomes considerados por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal caso o senador vença a eleição presidencial. A possibilidade estaria ligada às mudanças previstas na composição da Corte a partir de 2028, quando Fux completa 75 anos e chega à aposentadoria compulsória.
O calendário do Supremo prevê três aposentadorias obrigatórias durante o próximo mandato presidencial: Luiz Fux, em abril de 2028, Cármen Lúcia, em abril de 2029, e Gilmar Mendes, em dezembro de 2030. Outras vagas ainda podem surgir caso algum integrante decida antecipar a saída, como ocorreu com Luís Roberto Barroso.
Segundo a apuração apresentada, Marianna estaria no radar principalmente para uma dessas futuras cadeiras, enquanto outros nomes também seriam avaliados para as primeiras oportunidades de indicação. A eventual escolha, porém, dependeria da vitória de Flávio, da abertura efetiva da vaga e posteriormente da aprovação do Senado.
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Marianna integra o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro desde março de 2016, quando tomou posse aos 35 anos em uma cadeira reservada à advocacia pelo quinto constitucional. Na eleição interna que definiu a lista tríplice, ela recebeu 125 votos e terminou como a candidata mais votada entre os desembargadores participantes.
A chegada da magistrada ao TJ-RJ foi cercada por questionamentos sobre sua experiência profissional, inclusive com tentativa de impugnação durante o processo iniciado em 2014. Apesar das contestações, seu nome avançou nas etapas seguintes e acabou escolhido pelo então governador Luiz Fernando Pezão para ocupar a cadeira.
Uma eventual indicação para o STF abriria um novo capítulo na trajetória de Marianna e precisaria cumprir o rito constitucional antes de qualquer posse. O nome escolhido pelo presidente deve passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e receber aprovação do plenário do Senado para assumir uma cadeira no Supremo.
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