O uso da plataforma Maria da Penha Virtual, disponibilizada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), segue em forte crescimento e pode bater um novo recorde em 2026. Dados do Observatório Judicial da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher mostram que, entre janeiro e julho, já foram registrados 3.210 pedidos de medidas protetivas, número que praticamente alcança o total de 3.696 solicitações contabilizadas durante todo o ano passado.
O levantamento aponta que mulheres entre 21 e 40 anos representam a maior parte das vítimas que recorreram ao serviço, respondendo por 56,5% dos pedidos. Em relação aos agressores, os registros indicam que o comportamento violento aparece com maior frequência, seguido por atitudes de controle e episódios marcados por ciúmes excessivos.
Até a primeira quinzena de julho, a ferramenta vinha recebendo, em média, 459 solicitações por mês. Mantido esse ritmo, a expectativa é de que 2026 encerre com um crescimento próximo de 50% na comparação com o ano anterior. A evolução também aparece na série histórica: foram 1.579 pedidos em 2022, 3.113 em 2023, 3.497 em 2024 e 3.696 em 2025.
Criado em 2020 por estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o sistema funciona diretamente pelo navegador, sem necessidade de instalação. A plataforma permite anexar provas, como imagens e áudios, e encaminha automaticamente o pedido ao juízo responsável.
O TJRJ orienta que mulheres em situação de violência utilizem a ferramenta e, após o acesso, apaguem o histórico de navegação para reforçar a segurança digital. Além do serviço, vítimas também podem buscar apoio pelos canais oficiais de denúncia, como o Ligue 180, delegacias especializadas e a Polícia Militar.
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