Inferno astral: após vídeos de Michelle, rejeição a Flávio Bolsonaro explode
A rejeição ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), explodiu nas pesquisas de opinião após uma sequência de desgastes políticos, atingindo a marca de 57% no levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (15). O índice de rejeição do parlamentar, que em abril era de 52%, agora chega a 57%, e supera o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja desaprovação recuou para 50%.
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- Em livro, Moro acusou Bolsonaro de interferir para livrar Flávio do processo da “rachadinha”
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A “tempestade perfeita” sobre a pré-campanha de Flávio é atribuída principalmente a dois fatores recentes. Primeiro, a divulgação de vídeos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que expuseram divisões no núcleo bolsonarista. As publicações de Michelle registraram forte repercussão digital com engajamento 132% superior ao das cartas de Jair Bolsonaro, evidenciando o racha familiar e enfraquecendo a imagem de unidade da direita.
O fiasco diplomático e o “tarifaço” dos EUA foi outro fator que abalou a pré-campanha de Flávio. Em meio às negociações sobre a imposição de uma sobretaxa comercial de 25% pelo governo americano a produtos brasileiros, Flávio viajou aos Estados Unidos. Sua participação em uma audiência pública na tentativa de demover o governo americano da medida gerou forte reação negativa. Em vez de focar na defesa dos interesses econômicos do Brasil, o senador utilizou o espaço para atacar o governo Lula, o que repercutiu muito mal no mercado e entre setores produtivos.
O impacto desses episódios consolidou a liderança de Lula na corrida presidencial de 2026. No primeiro turno, o petista aparece com 40% das intenções de voto contra 28% de Flávio Bolsonaro — que despencou em relação aos 32% que detinha em abril. Em um eventual segundo turno, o atual presidente ampliou a vantagem, vencendo o senador por 45% a 37% – um cenário inverso ao de abril, quando Flávio liderava numericamente. Além disso, a desidratação do senador também se fez notar na direita não bolsonarista, onde suas intenções de voto no segundo turno caíram de 90% para 74%.
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