Flávio Dino proíbe Mario Frias de deixar o Brasil
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado federal Mario Frias (PL-SP) de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados por suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares. As cautelares foram determinadas nesta quinta-feira (10), durante a Operação Make Up.
Conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), a ofensiva investiga a destinação de dinheiro público a organizações relacionadas ao filme “Dark Horse”. A produção, ainda inédita, retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Agentes cumpriram 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. As restrições impostas por Dino atingem os 29 alvos da investigação, entre eles a produtora Karina Gama.
Também foram realizadas buscas no Instituto Conhecer Brasil e na Academia Nacional de Cultura, entidades pertencentes a Karina. Mario Frias aparece nos créditos de “Dark Horse” como roteirista e produtor-executivo, enquanto o ator norte-americano Jim Caviezel interpreta Bolsonaro.
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A apuração começou após uma auditoria da CGU encontrar indícios de irregularidades envolvendo R$ 2 milhões em emendas apresentadas por Frias e destinadas a entidades ligadas à produtora. A suspeita é de que recursos repassados a uma organização social tenham sido direcionados a empresas contratadas sem demonstração efetiva dos serviços realizados.
Segundo a PF, servidores e integrantes do setor privado teriam participado do esquema, que envolveu movimentações financeiras de centenas de milhões de reais e mecanismos para esconder possíveis desvios até julho. O inquérito apura peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações em licitações.
Reportagem do Intercept Brasil publicada em maio apontou que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teria destinado ao menos R$ 61 milhões ao projeto em 2025, após cobranças feitas pelo senador Flávio Bolsonaro. O dinheiro teria seguido para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
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