Impunidade: cresce clamor por federalização do caso Orelha
A desconfiança em relação à condução das apurações pela Polícia Civil de Santa Catarina fez crescer o clamor público pela federalização da investigação sobre o espancamento e morte do cão comunitário Orelha por adolescentes suspeitos do crime na Praia Brava, em Florianópolis.
- Membro do MBL chama Orelha de “cachorro lixo”
- Adolescentes suspeitos de maus-tratos a Orelha viajaram para a Disney
- Além de Orelha, adolescentes são suspeitos de tentar afogar cão “Caramelo”
A movimentação é impulsionada pelas suspeitas de interferência e proteção dos menores envolvidos, o risco de impunidade ou demora proposital nas apurações, e as alegações das autoridades locais de que não há “provas diretas” da agressão criminosa.
Três familiares dos adolescentes – dois pais deles e um tio – de famílias influentes e de elite econômica de SC foram indiciados por coação contra testemunhas.
Caramelo
Vídeos de câmeras de segurança que mostram os jovens interagindo com outro cachorro, chamado de “Caramelo”, e que segundo a própria polícia, teria sido alvo de uma tentativa de afogamento, mas que não têm sido levados em conta pelas autoridades catarinenses aumentaram a percepção de que os suspeitos estariam sendo “blindados”.
No domingo (01), em protestos em várias capitais, os manifestantes pediram a federalização, com o deslocamento para a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal, como forma de garantir uma investigação mais independente, sem influência local. Especialistas apontam que isso poderia ocorrer em casos de grave violação de direitos, incluindo contra animais via tratados internacionais que o Brasil assinou, quando há risco de inércia ou omissão das autoridades estaduais.
Campanha
Nas redes sociais, multiplicaram-se petições e campanhas com hashtags como #JustiçaPorOrelha e #FederalizaçãoDoCasoOrelha. Deputados e influenciadores, inclusive da “bancada animal”, protocolaram pedidos formais de deslocamento de competência, argumentando violação de obrigações internacionais de proteção animal e risco de impunidade.
A pressão popular reflete frustração com o que muitos vêem como “justiça seletiva”, especialmente quando envolvem crimes praticados por jovens de classes privilegiadas. A investigação segue em andamento pela Polícia Civil de SC, mas o debate sobre federalização continua forte nas redes e na opinião pública.
BookmarkContinue lendo
Flávio pede cassação de Lula e mira sindicatos, UNE e MST no TSE
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral na quarta-feira (14) para pedir a cassação das candidaturas de Lula (PT) e Geraldo Alckmin...
TSE rejeita pedido de Flávio Bolsonaro para censuras posts de sindicalistas
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta sexta-feira (16) pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para...
Em “Revelando: Pátria Submissa”, com Wagner Moura; ex-ministro de Bolsonaro acusa Flávio de querer entregar riquezas do Brasil a Trump
O que um general que foi ministro de Jair Bolsonaro tem a dizer sobre Flávio Bolsonaro querer entregar as riquezas do Brasil para Donald Trump? Esse...
R$ 27 mil ou 18 salários mínimos por uma noite: quanto custou a “festinha” de Nunes Marques no tríplex de Vorcaro
Reportagem da revista piauí desta quinta-feira (15) que a festinha paga pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio...
Bomba: dona do Instagram admite que prejudicou Lula e favoreceu Flávio Bolsonaro
Mensagens internas da Meta obtidas pela reportagem da Folha de São Paulo e publicadas nesta sexta-feira (16) revelam que funcionários da Meta, dona do Instagram, admitiram...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





