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Mário Frias diz que filme não recebeu dinheiro de Vorcaro e complica Flávio Bolsonaro

Deputado e produtora afirmaram categoricamente que não houve "um único centavo" de Daniel Vorcaro no filme
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Desde a revelação, na quarta-feira (13), de que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL- pediu dinheiro diretamente ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, os integrantes da cúpula bolsonarista vêm “batendo cabeça”, sem conseguir se entender sobre como explicar o inexplicável.

Após a divulgação do áudio em que Flávio cobra de Vorcaro supostos repasses atrasados para a produção, o deputado federal e ex-secretário da Cultura do governo Bolsonaro, Mário Frias (PL-RJ), apressou-se a negar que o filme tenha recebido qualquer recurso do banqueiro.

Flávio admitiu o pedido e alegou que se tratava de busca legítima por “patrocínio privado” para um “projeto privado”. Frias, que é produtor executivo do longa e a produtora GOUP Entertainment afirmaram categoricamente que não houve “um único centavo” de Daniel Vorcaro no filme.

Frias também declarou que Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade na produtora ou no filme, tendo apenas cedido os direitos de imagem da família.

Investigações indicam que o acordo total para o filme chegaria a R$ 134 milhões, valor superior a grandes produções internacionais. Deste montante, cerca de R$ 61 milhões teriam sido efetivamente movimentados em operações ligadas ao projeto entre fevereiro e maio de 2025.

As mensagens revelam que Flávio continuou a cobrar os pagamentos mesmo após as investigações contra Vorcaro e o Banco Master tornarem-se públicas. Os responsáveis diretos pelo filme negam o recebimento, gerando um impasse sobre onde foram parar as dezenas de milhões de reais supostamente negociadas.

A dúvida agora é: se o dinheiro não foi para o filme, para onde foi? A contradição levanta suspeitas sobre lavagem de dinheiro. A Polícia Federal já investiga se a verba foi destinada para bancar despesas do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. Também há suspeita de que os recursos possam ter sido destinados para a pré-campanha de Flávio à Presidência.

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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