MST alerta: avanço conservador ameaça direitos de mulheres e negros
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) alerta que as eleições de 2026 podem definir o futuro das políticas de proteção às mulheres e à população negra no Brasil. Em análise sobre a disputa, a organização relaciona o avanço conservador no Congresso ao risco de restrições a direitos e cortes em programas sociais.
Para o movimento, a escolha de deputados e senadores terá consequências sobre o atendimento às vítimas de violência, o combate ao racismo e a autonomia econômica feminina. A avaliação contrapõe a retomada de iniciativas sociais sob Lula ao legado do governo Bolsonaro, apresentado como referência política da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Entre os pontos destacados estão propostas legislativas que dificultam o acesso ao aborto previsto em lei, especialmente para vítimas de estupro. O MST também critica a utilização de argumentos religiosos para orientar decisões públicas e sustenta que essa atuação compromete a pluralidade religiosa e os direitos de grupos historicamente discriminados.
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A violência contra as mulheres aparece como outra preocupação central, acompanhada da circulação de conteúdos misóginos nas plataformas digitais. Segundo a análise, ampliar canais de denúncia precisa vir acompanhado de prevenção, financiamento dos serviços e atendimento que alcance municípios pequenos e comunidades afastadas.
Nas áreas rurais, a falta de informações sobre agressões dificulta a elaboração de medidas de proteção e o acompanhamento das vítimas. O movimento aponta que acesso ao crédito, assistência técnica e apoio à produção agrícola são necessários para reduzir a dependência financeira das trabalhadoras.
O levantamento defende investimentos em saúde, educação, creches e geração de renda como respostas às desigualdades que atingem famílias negras. Na avaliação do MST, a composição do próximo Congresso será decisiva para sustentar essas políticas, ampliar sua cobertura ou impor obstáculos à continuidade de programas voltados à inclusão social e ao enfrentamento da violência racial e de gênero.
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