A publicação da foto de identificação de Alexandre Ramagem pelas autoridades dos Estados Unidos passou a concentrar as atenções no caso envolvendo o ex-deputado brasileiro. O registro foi incluído no sistema oficial do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) na segunda-feira (13), após a detenção do ex-parlamentar em Orlando, na Flórida, e rapidamente se tornou acessível ao público.
A imagem integra o banco de dados da agência, que reúne informações de pessoas sob custódia. Ao lado da fotografia, constam dados cadastrais básicos e a indicação da unidade onde ele permanece detido. Também foi disponibilizado um canal para contato, voltado a familiares ou representantes. Até esta terça-feira (14), a consulta pelo nome de Ramagem já retornava resultados no sistema.
A prisão foi comunicada ao Brasil ainda no mesmo dia, por volta do meio-dia, conforme apurado junto a autoridades envolvidas. O motivo informado pelas autoridades americanas está ligado à situação migratória do ex-deputado, sem detalhamento adicional sobre eventuais acusações no território dos Estados Unidos. No cadastro, aparece ainda a sigla “NMN”, usada para indicar que não há nome do meio registrado.
O episódio ocorre enquanto Ramagem enfrenta condenação no Brasil. Ele deixou o país após decisão do Supremo Tribunal Federal que fixou pena de 16 anos de prisão por participação em uma articulação que buscava alterar o resultado eleitoral e manter o então presidente no poder. As investigações o colocam entre os nomes centrais desse grupo.
Diante da detenção em solo americano, o governo brasileiro acompanha o caso e tenta esclarecer os próximos passos. A possibilidade de deportação é analisada, enquanto a Polícia Federal mantém interlocução com as autoridades dos Estados Unidos para entender os procedimentos legais que podem levar ao retorno do ex-deputado ao Brasil.
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