A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (06), a Operação Gemini para investigar um esquema de venda de sentenças e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. O deputado estadual Faissal Calil (PL), o desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e o advogado Bruno Castro foram alvos de mandados de busca e apreensão, além de terem seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados. Eles são investigados pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
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O deputado Faissal Calil, que já trabalhou como assessor no gabinete do magistrado antes de exercer o mandato parlamentar, negou envolvimento no esquema e afirmou não manter mais contato com o juiz. O desembargador Dirceu dos Santos já estava afastado de suas funções desde março por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após a identificação de movimentações financeiras suspeitas de R$ 14,6 milhões. No mesmo período, ele teve rendimentos oficiais de R$ 1,9 milhão.
Segundo o órgão de controle da Justiça, “foram identificados indícios de que o magistrado requerido proferiu decisões mediante o possível recebimento de vantagens indevidas, realizando a intermediação de atos decisórios por intermédio de terceiros, empresários e advogados”.
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