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PF mira ex-senador do MDB e deputado do União Brasil por suspeita de desvio de emendas

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A Polícia Federal abriu uma nova frente de investigação para apurar se o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e o deputado federal Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE) teriam utilizado empresas privadas para movimentar recursos oriundos de emendas parlamentares.

A apuração foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os dois políticos.

Segundo os investigadores, parte das verbas indicadas pelos parlamentares teria abastecido contratos firmados pela Liga Engenharia, empresa ligada a familiares.

Os repasses ocorreram por meio de convênios celebrados entre a Prefeitura de Petrolina e a Codevasf, estatal que, à época, tinha na região um dirigente indicado pelo grupo político. O município era administrado por Miguel Coelho, outro integrante da família.

Relatórios analisados pela PF apontam que, em um curto intervalo de tempo, os valores pagos à construtora tiveram aumento expressivo. Na mesma janela, a empresa teria ampliado significativamente transferências ao Posto Petrolina, empreendimento pertencente à família da esposa do ex-prefeito.

Para os investigadores, o encadeamento de pagamentos pode indicar uma tentativa de fazer os recursos retornarem a pessoas próximas aos parlamentares.

A apuração também alcança a concessionária Bari Automóveis. Com base em dados bancários e documentos apreendidos, a PF afirma ter identificado movimentações elevadas em dinheiro vivo, além de indícios de que os dois políticos seriam os reais controladores do negócio, embora não figurem formalmente no quadro societário. Conversas em grupo de mensagens e arquivos contábeis reforçariam essa suspeita.

As defesas sustentam que os recursos foram aplicados de forma regular e que não há irregularidades. A concessionária nega qualquer vínculo societário ou ingerência dos investigados. A Procuradoria-Geral da República chegou a se posicionar contra as buscas, mas a medida foi autorizada pelo STF diante de elementos considerados novos na investigação.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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