O anúncio de um cessar-fogo temporário entre Israel e Líbano passou a repercutir na manhã da sexta-feira (17), após ser divulgado na noite anterior pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A proposta prevê a suspensão dos confrontos por dez dias e foi apresentada como resultado de negociações conduzidas diretamente pela Casa Branca.
De acordo com o governo norte-americano, a trégua foi articulada após conversas com o presidente libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A iniciativa também atende a uma exigência do Irã, que condicionava a continuidade do diálogo com Washington à inclusão do Líbano em um acordo de cessar-fogo regional.
Nas primeiras horas após o anúncio, autoridades libanesas demonstraram apoio à medida, enquanto integrantes do Hezbollah indicaram que o compromisso dependerá da interrupção dos ataques israelenses. Até o início da manhã, o governo de Tel Aviv não havia se pronunciado oficialmente, o que mantém incertezas sobre a adesão integral ao acordo.
Nos bastidores, veículos da imprensa israelense relataram reações divergentes dentro do próprio governo. Parte dos ministros teria sido surpreendida pela decisão, enquanto lideranças da oposição criticaram o que classificam como um cessar-fogo imposto por pressão externa.
Apesar da tentativa de reduzir as tensões, o cenário no terreno segue indefinido. Informações preliminares apontam que tropas israelenses podem permanecer posicionadas em áreas do território libanês durante o período da trégua, o que levanta dúvidas sobre a efetividade da medida.
A nova proposta de cessar-fogo ocorre após meses de confrontos intensos. A atual escalada começou em outubro de 2023, quando o Hezbollah ampliou ataques contra o norte de Israel em meio à guerra na Faixa de Gaza, e desde então sucessivos acordos têm enfrentado dificuldades para se manter.
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