Tarcísio, Centrão e Faria Lima: quem mais perde com Flávio candidato
O anúncio de que Flávio Bolsonaro (PL-SP) será o candidato à Presidência da República em 2026 com o apoio do pai presidiário, Jair, caiu como um míssel nuclear na direita brasileira. A avaliação geral é de que os maiores perdedores no jogo político nacional com esse gesto são Tarcísio de Freitas (Repub-SP), o Centrão e a “Faria Lima”, que já tinham no governador de São Paulo o principal nome para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.
Não era à toa que Tarcísio frequentava, nos últimos meses, dia sim, dia não, eventos patrocinados por grandes empresários e pelo mercado financeiro, explanando seu ideário neoliberal, privatista e entreguista.
- Empresas com R$ 20 bi em dívidas tributárias receberam R$ 289 mi em benefícios fiscais do governo Tarcísio
- Assessor do governo Tarcísio pede demissão após ser alvo da PF por corrupção
- Derrite e Tarcísio querem ressuscitar “PEC da Bandidagem”
Para esse campo político, o governador era o único nome capaz de atrair o voto do eleitorado de centro, refratário ao bolsonarismo radical. Ao escolher Flávio, Jair Bolsonaro isola Tarcísio e racha de vez a direita.
Sobrenome
Não é segredo para ninguém que o Centrão e a elite econômica não queria ninguém com o sobrenome Bolsonaro na chapa presidencial. Afinal, depois do fracasso do tarifaço e da prisão de Jair, esse sobrenome tinha se tornado “tóxico”, diante do alto grau de rejeição que ele traz para a disputa eleitoral.
Nesse cenário, restará a Tarcísio permanecer em São Paulo e buscar a reeleição. Ao indicar o filho, o ex-presidente deixa claro que não pretende abrir mão de seu espólio político em favor de alguém de fora da família.
Humilhação
A escolha também representa uma humilhação para o governador, que passou os últimos meses fazendo juras públicas de lealdade a Bolsonaro, na esperança de atrair o eleitorado raiz de extrema direita, apenas para ser “rifado” no final por seu “mito”.
Para Lula e o campo progressista, é o melhor dos mundos. Com o ex-presidente fora do páreo e Tarcísio isolado, o presidente tem caminho aberto para atrair lideranças de centro que não estão dispostas a ir para o sacrifício subindo no palanque de Flávio apenas para garantir que a família mantenha o controle da parcela do eleitorado mais radical.
Fora do páreo
Esvazia-se também a possibilidade de uma candidatura da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que nas últimas semanas enfrentou os enteados, ganhando a queda de braço em torno dos herdeiros do grupo político formado em torno de seu marido encarcerado.
Continue lendo
Tarcísio termina mandato com rombo bilionário nas contas de São Paulo
O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) chega ao último ano do mandato em São Paulo com deterioração de indicadores fiscais e previsão de déficit orçamentário...
El Niño recorde: 2027 pode ser o ano mais quente já registrado
O El Niño em desenvolvimento no Oceano Pacífico pode se tornar o mais intenso da história recente, segundo o Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido....
“As barreiras para as mulheres na política permanecem elevadas”, diz Mírian Gonçalves
Nos mais de 300 anos da emancipação política de Curitiba, a advogada Mírian Gonçalves (PT) continua sendo, até hoje, a única mulher a ocupar a cadeira...
Negros avançam nas urnas, mas seguem longe do poder no Congresso
A presença de candidatos negros nas disputas pelo Congresso cresceu na última década, mas esse avanço ainda não chegou na mesma proporção às cadeiras da Câmara...
Acidentes com entregadores disparam quase 35%
Os acidentes de trabalho envolvendo entregadores por motocicleta e bicicleta cresceram 34,92% no Brasil entre 2023 e 2025, período em que as notificações passaram de 8.582...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





