“Vingança”: Moraes envia defesa ao STF e aponta motivação política de Mendonça
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou André Mendonça de conduzir uma investigação “inconstitucional e ilegal” para tentar incriminá-lo no caso Banco Master.
Em uma manifestação de 44 páginas, com 121 tópicos, enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, Moraes afirmou que Mendonça determinou de ofício atos de investigação contra um integrante do próprio Supremo, sem solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou autorização do plenário.
Moraes classificou o relatório apresentado por Mendonça como uma “farsa” e afirmou que a apuração teria motivação político-eleitoral. Segundo ele, o episódio representa uma tentativa de “vingança” de aliados de pessoas condenadas pelo STF pela trama golpista e pelos ataques às instituições democráticas.
O ministro também acusou Mendonça de direcionar a investigação, selecionando elementos que poderiam sustentar suspeitas contra ele e deixando de lado informações que contrariariam essa hipótese.
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O ministro negou qualquer favorecimento ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro ou ao Banco Master. Moraes afirmou que nunca julgou processos relacionados ao empresário ou à instituição e sustentou que, entre os mais de 7 mil documentos analisados na Operação Compliance Zero, não há registros de contatos seus com autoridades responsáveis pela investigação para interferir no caso.
Também argumentou que as supostas mensagens atribuídas a ele foram encontradas no celular de Vorcaro e não demonstrariam, por si só, que houve diálogo ou resposta de sua parte.
Moraes também rejeitou a suspeita de que teria vazado informações sobre a operação que levou à prisão de Vorcaro. Segundo ele, o fato de o empresário ter sido detido no Aeroporto de Guarulhos portando o próprio celular e passaporte indicaria que não sabia antecipadamente da ação da PF.
Sobre o escritório de advocacia comandado por sua mulher, Viviane Barci de Moraes, o ministro afirmou que a banca nunca representou o Master ou Vorcaro no STF e negou a existência de um segundo contrato com empresas ligadas ao banqueiro.
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