A situação do ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem ganhou um novo desdobramento na segunda-feira (13), após sua prisão em Orlando, nos Estados Unidos. Autoridades americanas indicaram que ele pode ser deportado por permanecer no país além do prazo permitido pelo visto de turismo.
Segundo registros do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Ramagem entrou no território norte-americano em 11 de setembro de 2025 com autorização para estadia temporária, válida até 10 de março de 2026. Mesmo após o vencimento do período, ele continuou no país, o que motivou a abertura de procedimento migratório e a posterior detenção pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).
A prisão ocorreu em meio a um processo de cooperação entre forças de segurança brasileiras e americanas. Considerado foragido da Justiça brasileira, Ramagem havia deixado o Brasil no mesmo dia em que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por envolvimento em uma tentativa de ruptura institucional. A decisão também resultou na decretação de sua prisão.
As investigações apontam que ele saiu do país pela fronteira com a Guiana, no extremo norte, seguindo por via terrestre antes de embarcar rumo aos Estados Unidos. Já em solo americano, passou a residir com a família.
O governo brasileiro formalizou, ainda em dezembro de 2025, um pedido de extradição, encaminhado às autoridades dos EUA por via diplomática. Com a detenção recente, o caso entra em uma nova fase, que pode envolver tanto a deportação por infração migratória quanto a análise do pedido de retorno ao Brasil.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência e figura próxima ao núcleo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, Ramagem teve o mandato cassado após a condenação judicial, encerrando sua trajetória recente na vida pública sob forte pressão jurídica.
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