Os jornalões da grande imprensa direitista, porta-voz dos milionários, voltaram a publicar, nos últimos dias, uma série de editoriais furibundos atacando a possibilidade do fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.
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“No atual nível de desenvolvimento do Brasil, a jornada deveria ser maior, não menor”, gritou O Globo em seu editorial de domingo (26), intitulado “Redução de jornada semanal é equívoco econômico e político”. “No atual estágio da economia brasileira, não passa de irresponsabilidade reduzir a jornada de trabalho”, complementou o jornal no mesmo texto.
O mesmo O Globo já tinha dito em fevereiro, que é um “equívoco supor que a jornada de trabalho no Brasil seja excessiva”, e que “do ponto de vista estatístico não há dúvida: a jornada de trabalho do brasileiro é menor que a esperada”.
“Duro ajuste fiscal” sobre os mais pobres
Já o Estadão, que recentemente questionou o suposto “fetiche” do presidente Lula com os mais pobres, estampou um novo texto sob o título: “Ser anti-Lula não basta”, em que cobra dos candidatos da direita uma proposta de “um duro ajuste fiscal”.
Leia-se: congelamento do salário mínimo e das aposentadorias dos mais pobres, corte drástico de verbas para educação e saúde e extinção de programas sociais.
Sobre os subsídios bilionários que grandes empresários recebem do governo, nenhuma palavra do Estadão.
Vanguarda do atraso
A deputada federal e ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), reagiu demonstrando o atraso dos ideólogos da grande imprensa.
“Já estamos no segundo quarto do Século XXI, mas os editoriais deste domingo parecem ter sido escritos no Século XIX. O @JornalOGlobo chega ao cúmulo de dizer que a jornada de trabalho no Brasil deveria aumentar, e não ser reduzida de 44 para 40 horas semanais, com o fim da escala 6×1, que o jornal considera um horror”, destacou Gleisi.
“E o @Estadao repudia toda e qualquer participação do estado no desenvolvimento do país. Daqui a pouco vão defender a volta do trabalho escravo e a abolição estado nacional”, apontou ela.
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