Curitiba (PR) voltou a liderar o ranking das capitais com melhor qualidade de vida do país, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (20) pelo Imazon. O estudo, que avalia os 5.570 municípios brasileiros por meio do Índice de Progresso Social (IPS), mostra que as desigualdades regionais seguem profundas em 2026, com predominância de cidades do Sul e Sudeste entre os melhores resultados e concentração dos piores índices no Norte e Nordeste.
A capital paranaense alcançou 71,29 pontos e manteve a primeira colocação entre as capitais brasileiras pelo segundo ano consecutivo. O índice considera fatores ligados à saúde, educação, segurança, saneamento, acesso à informação, inclusão social e qualidade ambiental. Logo atrás de Curitiba aparecem Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.
No ranking geral dos municípios, Gavião Peixoto (SP) ficou na liderança nacional pelo terceiro ano seguido, enquanto Uiramutã (RR) apareceu na última posição. O levantamento reforça a diferença entre as regiões do país: 18 das 20 cidades mais bem avaliadas estão no Sul e Sudeste, enquanto 19 das 20 piores ficam no Norte e Nordeste.
Os dados utilizados no IPS foram extraídos de bases públicas como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas. Diferentemente do PIB, o indicador busca medir se a população consegue transformar riqueza econômica em qualidade de vida concreta.
A pesquisa também revelou que a região Norte concentra os piores resultados ambientais do país, cenário associado ao avanço do desmatamento, queimadas e emissões de gases de efeito estufa.
Já entre os componentes sociais, a inclusão social apresentou queda nacional, refletindo problemas ligados à violência contra minorias, baixa representatividade política e aumento da população em situação de rua.
No ranking estadual, o Distrito Federal aparece na liderança, seguido por São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Pará, Maranhão e Acre ficaram nas últimas posições do levantamento.
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