A demolição da Ponte do Esqueleto, estrutura localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, passou a ser considerada como alternativa concreta pelos governos federal e municipais após o acidente que resultou na morte de uma jovem de 21 anos durante uma atividade de rope jump realizada no local.
A medida foi discutida na segunda-feira (15), durante reunião entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das administrações das duas cidades.
O encontro ocorreu poucos dias após a tragédia registrada na antiga ponte ferroviária, que há anos permanece interditada, mas continua atraindo visitantes e praticantes de atividades radicais. Segundo a SPU, o diálogo com os municípios seguirá nos próximos dias para definir uma solução permanente para a estrutura, incluindo a possibilidade de sua retirada definitiva.
A proposta de demolir a ponte recebeu apoio das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis. Os gestores municipais argumentam que o local apresenta riscos conhecidos há décadas e que as tentativas anteriores de restringir o acesso não impediram a presença constante de pessoas na área. A avaliação é de que a eliminação da estrutura seria a forma mais eficaz de evitar novos acidentes.
Enquanto a definição sobre o futuro da ponte não é tomada, União e municípios acertaram uma série de medidas emergenciais para reforçar a segurança do entorno. Entre as ações previstas estão a instalação de novas placas de advertência, a criação de barreiras físicas para impedir a entrada de visitantes e a reabertura de valetas utilizadas anteriormente para bloquear o acesso.
Durante a reunião, representantes de Limeira relataram que uma das valas abertas para dificultar a chegada à ponte teria sido fechada posteriormente sem autorização da prefeitura. As autoridades também reforçaram que a área não é destinada à visitação pública e que o ingresso no local é considerado irregular.
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