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Mistério da taça trocada: policial morre após encontro com ex-companheira

(Foto: Redes Sociais/Reprodução)

A suspeita de uma troca de taças durante um encontro entre um policial militar e sua ex-companheira, somada à possibilidade de envenenamento, está no centro da investigação sobre a morte do cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos.

O caso ocorreu em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, e segue sendo apurado pela Polícia Civil, que aguarda o resultado dos exames periciais para esclarecer o que provocou o óbito. A morte foi registrada na quinta-feira (11), após o policial passar a noite no apartamento da ex-companheira, uma advogada de 48 anos.

Segundo os elementos já levantados pela investigação, os dois passaram parte da madrugada no apartamento ingerindo bebidas alcoólicas e energéticos. Um dos pontos que chamou a atenção da polícia envolve um episódio ocorrido durante o encontro.

De acordo com os relatos colhidos, a mulher teria desconfiado que estava utilizando a taça errada e decidiu substituí-la. A circunstância passou a integrar a linha de investigação, especialmente diante da hipótese de que alguma substância possa ter sido ingerida pela vítima.

Algumas horas depois, o cabo começou a apresentar sinais de indisposição e teve seu estado de saúde agravado rapidamente. Informações registradas nos depoimentos indicam que ele apresentava condições consideradas incomuns antes de morrer. Equipes de emergência e policiais foram acionados, mas o óbito foi constatado ainda no local.

Durante a perícia realizada no imóvel, os investigadores recolheram as taças usadas durante o encontro e também amostras das bebidas ingeridas para exames laboratoriais. O material será analisado para verificar a presença de substâncias tóxicas ou qualquer elemento que possa ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.

A advogada compareceu à unidade policial para prestar informações aos investigadores e foi dispensada em seguida. O inquérito está sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Homicídios do Recife. Até o momento, não há suspeitos formalmente identificados, e a definição sobre eventual crime dependerá dos laudos periciais e da conclusão das investigações.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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