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Preso por feminicídio, tenente-coronel garante aposentadoria de R$ 22 mil

(Foto: Reprodução)

A Polícia Militar de São Paulo oficializou na quarta-feira (10) a transferência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva remunerada. A medida foi publicada em decreto assinado pela Diretoria de Inatividade e Pensão Militar e ocorre enquanto o oficial responde preso a um processo por feminicídio relacionado à morte da policial militar Gisele Alves Santana, ocorrida na capital paulista.

Com a mudança administrativa, o pagamento dos vencimentos do oficial deixa de ser feito pela corporação e passa a ser administrado pela São Paulo Previdência (SPPrev). A alteração entra em vigor ainda neste mês, após o pedido de passagem para a reserva ter sido formalizado em abril. Até então, os valores continuavam sendo pagos pela Polícia Militar.

Apesar da concessão da aposentadoria, a situação funcional de Geraldo Neto ainda depende do desfecho de processos em andamento. Dentro da própria corporação, ele é alvo de um Conselho de Justificação, procedimento que pode resultar na exclusão definitiva dos quadros da PM.

Caso a perda da patente seja confirmada pela Justiça Militar, a remuneração atualmente recebida poderá sofrer redução significativa, deixando de seguir as regras do sistema previdenciário militar.

A Corregedoria da Polícia Militar concluiu o Inquérito Policial Militar e encaminhou o material à Justiça. Paralelamente, a Polícia Civil encerrou sua investigação e apontou o oficial como responsável pela morte da esposa e por suposta tentativa de alterar a cena do crime para simular um suicídio. Ele já responde judicialmente pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

Gisele Alves Santana tinha 32 anos e foi encontrada sem vida no apartamento onde o casal residia, na região central de São Paulo. O caso gerou ampla repercussão dentro e fora da corporação. Desde março, o tenente-coronel permanece detido preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes. A filha da policial, de 7 anos, recebe pensão previdenciária decorrente da morte da mãe.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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