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PF expõe esquema com snipers, policiais e bicheiros para proteger interesses de Vorcaro

(Foto: Esfera Brasil/Divulgação)

A Polícia Federal detalhou uma suposta estrutura clandestina que, segundo as investigações da Operação Compliance Zero, teria sido utilizada para monitorar, intimidar e proteger interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de pessoas próximas a ele. As informações vieram a público na terça-feira (17), após a divulgação de documentos do inquérito por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

De acordo com os investigadores, o grupo, conhecido internamente como “A Turma”, reunia policiais, operadores ligados ao jogo do bicho e indivíduos com perfil paramilitar. A organização é apontada como responsável por ações de vigilância, coleta de informações sigilosas e abordagens direcionadas contra pessoas consideradas inconvenientes aos interesses da família Vorcaro.

A apuração da PF indica que a estrutura continuou operando mesmo após as primeiras fases da Compliance Zero, deflagradas entre o fim de 2025 e o início de 2026. Os investigadores afirmam que integrantes do grupo mantinham contato frequente com pessoas próximas ao ex-banqueiro e recebiam recursos para execução das atividades.

Entre os episódios descritos está uma reunião realizada sob forte esquema de segurança, com veículos blindados e homens armados com fuzis. Conversas interceptadas mostram que o aparato teria causado surpresa entre os próprios participantes do encontro. Em outro trecho do inquérito, a PF relata o uso de atiradores de precisão para garantir a segurança de reuniões consideradas sensíveis.

Os documentos também mencionam denúncias de intimidação contra um ex-funcionário que trabalhou em uma residência da família Vorcaro. Segundo o relato prestado à Polícia Federal, ele teria sido procurado por integrantes da organização interessados em descobrir se possuía informações ou materiais relacionados ao ex-banqueiro.

Outro aspecto que chamou atenção dos investigadores foi a utilização de celulares registrados no exterior, mensagens com autodestruição e encontros presenciais em locais reservados. Para a PF, essas medidas tinham o objetivo de dificultar o rastreamento das comunicações e reduzir a produção de provas sobre as atividades do grupo.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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