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Banco Itaú recusou saque milionário antes da prisão de Deolane

(Foto: Record TV/Reprodução)

A influenciadora digital Deolane Bezerra voltou ao centro de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo após a divulgação de detalhes sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. O caso ganhou novos desdobramentos depois que o relatório final do inquérito apontou que o Itaú Unibanco decidiu encerrar o relacionamento bancário da influenciadora e de familiares após identificar movimentações consideradas suspeitas.

Segundo a investigação, o episódio ocorreu em novembro de 2023, quando a irmã de Deolane, Dayanne Bezerra, tentou sacar R$ 1 milhão em espécie. A justificativa apresentada ao banco seria a compra de um imóvel, mas a operação chamou atenção do setor de compliance da instituição financeira, que teria identificado indícios compatíveis com lavagem de dinheiro. O banco sugeriu que a transação fosse realizada por transferência eletrônica, proposta recusada pela família.

De acordo com a Polícia Civil, a negativa ao saque e a posterior decisão do banco de encerrar as contas da família passaram a integrar o conjunto de evidências analisadas pelos investigadores. O relatório afirma que o prazo para encerramento das contas teria sido comunicado semanas depois da tentativa de saque.

A operação policial realizada nesta quinta-feira também resultou na prisão da influenciadora, que possui milhões de seguidores nas redes sociais. Ela é suspeita de atuar como peça financeira de um esquema ligado ao PCC. A defesa sustenta que Deolane é inocente, afirma que os fatos ainda serão esclarecidos e informou ter apresentado pedido de habeas corpus, além de solicitar prisão domiciliar.

Os investigadores apontam ainda que empresas ligadas à influenciadora teriam recebido mais de R$ 1 milhão de uma transportadora considerada central no esquema investigado. A polícia afirma que dezenas de empresas abertas em um mesmo endereço residencial seriam usadas para dificultar o rastreamento do dinheiro. O inquérito também cita familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder histórico da facção criminosa.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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